19/11/2019

Família da Esperança celebra 20 anos de “saída” ao encontro dos mais necessitados

Em 1999 a Família foi reconhecida pela Arquidiocese de Aparecida. No ano de 2010 recebeu o primeiro decreto de aprovação. Mais tarde, a aprovação definitiva, em 2015, confirmava que se trata de um carisma próprio inspirado por Deus – a Esperança

Família da Esperança celebra 20 anos de “saída” ao encontro dos mais necessitados

Entre os dias 15 e 16 de novembro, cerca de 400 membros da Família da Esperança se reuniram em assembleia na Fazenda São Libório, em Guaratinguetá/SP. O intuito foi celebrar e refletir os 20 anos desde o nascimento daquela que, se pode dizer, é a alma da Fazenda da Esperança, ao mesmo tempo, olhar para o futuro e acolher oficialmente novos integrantes.

No início, os fundadores, Frei Hans Stapel, Nelson Giovanelli, Luci Rosendo e Iraci Leite, queriam apenas viver o Evangelho. Ninguém tinha a dimensão do que se tornaria a Família da Esperança, nem de quantas pessoas descobririam por meio dela uma vocação. 

Para Nelson, o encontro entre os membros foi uma oportunidade para tomar consciência do dom que cada um recebeu fruto da experiência de viver a Palavra. "Aos poucos a gente foi compreendendo, primeiro a Fazenda da Esperança. Depois com o passar dos anos que, a Fazenda fez brotar aquilo que é mais importante, a Família da Esperança, os membros da Família”, afirmou.

Nelson explicou que é como se fizessem a mesma experiência feita por Jesus, de aos poucos ir entendendo o ser homem-Deus. Para ele, Jesus foi tomando consciência da sua divindade com o passar do tempo, da mesma forma que, aos poucos, caiu no coração de todos o que é a Família da Esperança.

Maria em saída para levar a Esperança

Na sexta-feira (15), foi entronizada a imagem de Maria em Saída para levar a Esperança no Espaço do SIM. A história passa por esse título de Nossa Senhora, quando Frei Hans recebeu uma visita de algumas pessoas da cidadela de Lopiano, Itália, do Movimento dos Focolares, as quais o presentearam com uma imagem de Maria em Saída, que para a Família recorda agora a missão de ultrapassar as margens e ir ao encontro dos mais necessitados.

Segundo Nelson, havia a preocupação de qual imagem colocar no Espaço. “Não precisou procurar, porque Ela mesma chegou até nós. Encomendamos e eles construíram, fizeram lá na Itália. E aí se iniciou um processo de trazer ela em um container de doação de móveis que um suíço quis nos dar”, explicou.

A chegada da imagem foi planejada para antes da festa, mas com a demora do processo burocrático para que o container fosse liberado, ao todo 23 licenças, ele chegou ao Porto de Santos um dia antes de começar o encontro da Família da Esperança.

“Não poderia ter acontecido uma acolhida melhor. Se Ela tivesse chegado antes, teria sido recebida só pelos meninos. Mas, foi acolhida por todos os membros da Família reunidos em assembleia”, contou Nelson Giovanelli.

Teatro e Show celebrativos

Sábado (16), momento de recordar os caminhos pelos quais Deus conduziu a Família da Esperança desde o começo. Para isso, não só os membros, mas todo o público pode acompanhar o show da Banda Solo de Esperança com a presença de diversos artistas, como os cantores Andreia Zanardi, Eros Biondini e Elizandro Sfreddo e o teatro com a participação dos jovens, homens e mulheres acolhidos na Fazenda da Esperança.

Para Nelson foi uma celebração dos dons: “Demonstra justamente o que Paulo fala, de que existem diversos carismas que se colocam à disposição da Igreja e que geram um só coração e uma só alma”, afirmou.

Gabriel Silva Magalhães, 18 anos, de Santa Rita do Sapucaí, no Sul de Minas está no sexto mês de recuperação e participou da peça teatral. Ele contou que se sentiu realizado ao ver a Família da Esperança completar 20 anos. “Poder apresentar esse teatro, essa dança para todos da Família, que conhecem a Família, poder estar ali de pé aplaudindo realmente é muito prazeroso, muito gratificante. Você sai com o sentimento de gratidão mesmo”, disse.

Mas, para atingir o objetivo de contar uma história de 20 anos, por meio das artes, foram três meses de muito ensaio e poucas horas de sono. “Tivemos que abdicar de vários horários de descanso. Tipo, ensaiar às 18h depois do trabalho até às 22h, jantar depois, chegar em casa com todo mundo dormindo e só você acordado, então foi meio difícil, realmente tinha que estar com o coração aberto, sabe?” explicou Gabriel.

Nelson, ao olhar para trás e relembrar toda a história, renovou o desejo de continuar dando a vida e disse ter tomado mais consciência da fragilidade e da força manifestada através dela. “É impossível imaginar que é fruto de uma obra humana, que é a gente que faz. Em momentos como esse você sente claramente que tem uma mão invisível, amorosa e carinhosa que está por trás”, pontuou. Para ele, nisso está a força da realização da promessa de que Ele estaria presente “onde dois ou três estão reunidos no meu nome, aqui se manifesta de maneira poderosa”, concluiu.

Por Jéssica Maia e Leticia Dias

 

Crédito: Fotos Adriana Martins

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