01/05/2020

Depoimento: maio de 2020

Gustavo Passos

Depoimento: maio de 2020

Dos treze anos que fiquei fora de casa, dez foram sem falar com a minha mãe. Posso dizer que cheguei ao fundo do poço, aquele período que a gente não ama nem a si próprio e, muito menos, o próximo.

Mesmo com o distanciamento, houve um momento que percebi que a solução seria ligar para a minha mãe, porque eu já não tinha onde morar, estava sem emprego e dinheiro. Então, minha mãe falou que eu não podia ficar na casa dela daquele jeito, eu teria que aceitar a proposta de ir me recuperar na Fazenda da Esperança. Assim cheguei para me recuperar.

Minha mãe veio para a primeira visita, mas eu não conseguia falar direito, nem abraçá-la. Isso doía muito, eu guardava muita mágoa. Durante uma adoração comecei a chorar e, com um abraço, pedi perdão; sua resposta foi: “Filho, eu não tenho que te perdoar. Quando eu te trouxe pra cá, eu já tinha te perdoado”. Ela então me perdoou por tudo aquilo que tinha feito, e isso me ajudou a dar muitos passos no período de recuperação, compreendendo melhor o carisma da Esperança.

Hoje, não só eu vivo este carisma, mas toda minha família. Apesar de estar longe, minha mãe vem aos sábados que antecedem a visita e faz um trabalho voluntário na Casa de Apoio Sol Nascente, que acolhe pacientes com AIDS em fase terminal, como uma forma de doação e gratidão que nossa família tem pela Fazenda.

O resultado de tudo isso é que, agora, o meu relacionamento com minha mãe é o melhor possível. Consigo abraçá-la, conversar e falar de todos os problemas. Sem dúvida, consegui colocar um fim nas mágoas que eu tinha em relação a ela e posso dizer que é minha melhor amiga. Não tem preço o valor que minha mãe tem para mim!

 

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